A presente pesquisa tem como objetivo investigar como alunos do 9º ano da escola do campo, Escola Municipal José Augusto Barreto (EMJAB), pensam sobre a continuidade nos estudos, após período de escolarização, registrando suas perspectivas de jovens diante da vida e de suas condições no mundo do trabalho. Pressupõe-se de que a educação do campo tem conquistado lugar na agenda política em diversos âmbitos. É fruto das demandas dos movimentos e organizações sociais dos trabalhadores rurais e expressa uma nova concepção sobre o campo, o camponês e o trabalhador rural, além de buscar fortalecer o caráter de classe e lutas sociais. A educação oferecida no campo até o final dos anos 90 esteve longe do ideal para as pessoas do meio rural, bem como, ainda apresenta ligada à sede de educação com uma visão urbanocentrica, tornando uma proposta inacabada que não qualificava os sujeitos inseridos no campo.Os estudos de Arroyo (2001) mostram que a cultura hegemônica trata os valores, as crenças, os saberes do campo de maneira romântica ou de maneira depreciativa, como valores ultrapassados, como saberes tradicionais, pré-científicos, pré-modernos. O modelo da educação básica ofertado para a educação do campo possui currículos da escola, saberes e valores urbanos, como se o campo e sua cultura pertencessem a um passado a ser esquecido e superado. Nessa investigação busca-se nos relatos de alunos as expectativas sobre seus aprendizados e possibilidades de conhecimentos para atuar na sociedade como lugar de trabalho e de construção de possibilidades de realização profissional. O interesse por este tema se deu após a minha participação como docente na disciplina Educação no/do Campo pelo Programa de Formação de Professores (PARFOR) pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB) e pelo Instituto FDG/ UNINTA no município de Itiruçu - BA, passando a ser foco dos meus estudos. Trata-se de uma pesquisa social, empírica e de abordagem narrativa, e mostra as perspectivas de alunos
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