Este trabalho identifica como o Estado brasileiro constrói um problema, apontando para as representações da natureza evolvidas nessa construção. Indica também como isto contribui para a própria forma como olhamos para a geografia do país e sua regionalização e classificação do ecúmeno. Cronologicamente, ele abarca o período entre 1877 a 1909 e procura apontar como a seca de 1877 representa um marco na ação estatal sobre as estiagens. O processo de reconhecimento das áreas afetadas pelas secas como áridas e semiáridas e o próprio recorte da região Nordeste, antes inserida em um genérico Norte, são identificados como produtos diretos do processo de formação do Estado no Brasil.
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