O leitor de A máquina afilológica está convocado a entrar na máquina de pensamento de Raúl Antelo, abismar-se na erudição e na contemporaneidade das leituras, reaprumar-se, e, quando puder, pôr a sua própria capacidade de ler em estado de alarme, a serviço de uma operação de inteligência. Realocar-se diante dessa convocação, desse desafio, dessa sedução, diante da disseminação que arma de vestígios, arquivos, arquivos de vestígios. Segundo o próprio Antelo, seria este o papel secundário e fundamental da crítica: constituir, à maneira de Warburg, uma rede de sobrevivência das imagens. Ana Chiara - Professora Associada do Instituto de Letras da UERJ
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