Neste livro há um corpo, sem céu, sem terra, sem chão, humano de perpétuo coração. As palavras são estrelas deserdadas. Minhas notas são registros do lapso, daquilo que há entre o som e o vácuo, de um sujeito sem forma, entregue ao tempo, perdido no espaço. Habito o círculo das existências fantasmas, o poço da cegueira esbranquiçada, sem pegadas ou geometrias sistemáticas. Vivo e morro o ultrafatalismo da linguagem, em circuitos opacos e letras machucadas. Estas páginas são meus espíritos de nada: o sertão da minha alma.
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