A educação, consistindo num processo de cultura, há de sersempre algo em constante mudança, em continuada reconstrução, aexigir, por conseguinte, sempre novos detalhamentos, novas avaliaçõese novos tratamentos.Como a agricultura, como a medicina, a educação está sempre emconstante transformação, não só em função de novos conhecimentos,como de modificações oriundas da própria dinâmica do sociedade.A escola, como entidade de cultura, não era na realidadeimposta e exigida pelo meio brasileiro; configurava, antes, um esforçopara elevá-la ao nível de outros meios, de que desejávamos copiar ospadrões.Assim, ao ser criada, apresentava algo de semelhante ao modeloque se queria transplantar, mas, logo depois, passava a se desfigurare a se reduzir às condições do ambiente. O esforço para preservar seuestado original, de forma constante e ininterrupta, era superado pelatendência inevitável de sua degradação.Ouve-se que com a educação é diferente, que a lógica quefunciona com outros meios, não funciona com as escolas.A escola é um organismo que necessita de eficácia e finalidade.O objetivo da educação é o conhecimento, não de fatos, mas de valores(BURROUGHS, W. 2005a).O educador é um personagem essencial na sistemática de ensinoe aprendizagem. Em função disso, torna-se primordial uma constantereflexão sobre a missão que ele desempenha no dia a dia da educação.Afinal, a sociedade e o mundo estão em permanente evolução, e odocente, assim como os discentes, passaram por várias transformaçõesno correr dos últimos anos.Esse fato exige de cada um dos atores o desenvolvimento decompetências que antes eram classificadas como secundárias ouextracurriculares, como, por exemplo, o parecer computacional, aprogramação, a resiliência e a empatia.
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