Em seu segundo livroFrancisco Gabriel Rêgo constrói uma metáfora histórica a partir do meteorito Bendegó e de seu transporte pelo sertão da Bahiano final do século XIX. À medida que acompanhamos o deslocamento desse objeto sideral pela vasta paisagem do agreste baiano durante a primeira expedição científica brasileirasomos apresentadospor meio de uma linguagem primorosa e imaginativaàs transformações das estruturas profundas da sociedade brasileiraresultantes do fim do período imperiale às repercussões imediatas e futuras do processo de construção de um povo. Trata-se de um livro que abordaao mesmo tempoa memóriaas relações de podera relação entre geografia e ser humanoe o funcionamento social e político de uma nação em construção. Mas também é uma exploração linguística intensa e elegantemente elaborada sobre os problemas da formação dessa subjetividade nacional.
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