Em Céu de Janeiro Naiara Alves abre trilhas para a passagem da dor. Suas personagens ora atravessam lembranças, evocando o passado, ora se estancam no presente nauseante. Os contos movem-se pela infância ferida, pela sexualidade entre culpa e gozo, pela arte resgatadora. Naiara Alves chega ao catálogo Auroras carregando missões como souvenirs, e reunindo implosões emocionais como estratégia num combate onde a escrita é o meio de sobrevivência. E, claro, de vingança. [Dani Costa Russo]
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