Em Cidade Profunda, Fiori constrói uma cidade que já não existe apenas como cenário, mas como organismo vivo: ferido, submerso e ainda pulsando sob a linguagem. Seus poemas sustentam a memória como quem resiste ao apagamento. A infância, a casa, o pai, os pequenos objetos do cotidiano atravessam uma dimensão maior, histórica e latino-americana, sem jamais ceder ao discurso fácil. Há aqui uma poesia de densidade rara, em que o íntimo e o coletivo convivem na mesma respiração. Cidade Profunda não é um livro que simplesmente foi escrito. É um livro que precisava existir. [Tonho França]
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