Ler Colcha de retalhos é sentar-se ao lado do autor em um raro momento de confidência. Não há pressa nestes poemas. Há escuta. Cada verso parece ter sido escrito depois de longo silêncio, desses que só quem viveu muito e observou com profundidade aprende a respeitar. Que o leitor se permita esse encontro, Colcha de retalhos não se impõe – acolhe. E, ao fazê-lo, deixa marcas suaves, porém duradouras, como só a boa poesia é capaz de deixar.
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