Das entranhas do sertão nordestino ao zunido incessante das máquinas em uma metrópole como o Rio de Janeiro, esta narrativa traça o percurso de uma mulher que transformou a rigidez da lida no campo em uma filosofia de excelência profissional. A obra revela como a escuta técnica e o rigor no Serviço Social tornaram-se ferramentas de ressocialização, distanciando-se do assistencialismo passivo para apostar na autonomia e na responsabilidade do indivíduo como pilares de uma vida digna. Ao revisitar décadas de dedicação corporativa e o impacto amargo de uma aposentadoria injusta, o relato confronta a desintegração dos valores familiares e o cinismo das estruturas que deveriam proteger o cidadão comum. Entre a fé, o patriotismo e o combate ao negacionismo, estas páginas convidam a uma reflexão sobre como o sucesso é fruto de uma disciplina que se recusa a sucumbir diante das circunstâncias. O resultado é um testemunho cru sobre a reconstrução da própria história, oferecendo um mapa para quem busca manter a integridade quando tudo ao redor sugere o desmoronamento. É um convite urgente ao resgate da palavra empenhada, do diálogo olho no olho e da responsabilidade inegociável que sustenta uma sociedade robusta.
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