Em Éden, idem, Eduardo Jorge nos traz poesia de alto nível. Tudo aqui é pura arquitetura da palavra. Cada som parece estar em seu exato lugar. Imagens, metáforas e associações passeiam entre esses sons, silêncios e ritmos. O tríptico inicial nos posiciona no meio da cena da criação, para nos contar mais da prima revelia humana e o fruto / da árvore interdita, como vemos na abertura do Paraíso perdido. O paraíso, porém, por vezes éden, é explorado aqui em mais um capítulo dos fanfics do Gênesis. Estaríamos aqui do lado miltoniano da teologia antitirânica? É o que parece, pois ao final do primeiro poema, tu descobres que és tu a serpente.
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