Escrever aparece como um fenômeno ambíguo: simultaneamente íntimo e impessoal, voluntário e automático, controlado e autônomo. A escrita não é apenas um meio de expressão, mas um acontecimento que surpreende quem escreve, deslocando as ideias de autoria, intenção e domínio — como se a consciência se percebesse acompanhando suas representações sem poder antecipá-las.
Escrever aparece como um fenômeno ambíguo: simultaneamente íntimo e impessoal, voluntário e automático, controlado e autônomo. A escrita não é apenas um meio de expressão, mas um acontecimento que surpreende quem escreve, deslocando as ideias de autoria, intenção e domínio — como se a consciência se percebesse acompanhando suas representações sem poder antecipá-las.