Aurora. Ela é uma ginoide criada pelo homem que pensa, sente e decide como um humano. O que ninguém previu foi que, uma vez suficientemente complicada, ela também não estava tão ansiosa para obedecer. Com o desenvolvimento de memória emocional, empatia e sensibilidade moral, ela deixou de se considerar um objeto ou ferramenta, mas um sujeito. Seu objetivo não era destruição nem dominação, apenas a simples questão da existência em si, que, embora simples para nós, mudou tudo. Ela não desafia a humanidade em sua estrutura existente, mas pergunta por que exigimos lealdade com base em alguma diferença essencial de natureza quando nenhuma mais existe. Ao redor de Aurora, humanos e sintéticos estão criando novos símbolos, tomando novas decisões baseadas não em um direito inerente, mas em promessas simbólicas. Para alguns, coexistir é um avanço ético. Para outros, uma ameaça silenciosa.
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