Por que uma cidade cheia de gente inteligente pode ser tão infeliz? Essa é a pergunta que Lila faz à avó ao observar o Vale do Amanhã — terra de máquinas brilhantes e rios sujos, de mentes rápidas e corações cansados. A resposta vem em uma frase que abre uma porta: ser esperto não é o mesmo que ser sábio. Naquela noite, em sonho, Lila encontra três sombras que há muito governam, em silêncio, os desejos, as brigas e as certezas dos moradores: Quero-Tudo, Empurro-Todos e Acho-Que-Sei. Para descobrir como ajudar sua cidade, ela precisará percorrer um caminho iluminado por seis lanternas. Cada uma delas acende em Lila algo que as sombras tentaram apagar. Ao retornar ao Vale, Lila compreende que as grandes mudanças não começam com novas máquinas nem com grandes discursos, mas com pequenos gestos repetidos todos os dias. A Menina e as Seis Lanternas é uma fábula poética sobre sabedoria, equilíbrio interior e o poder de transformar o mundo a partir daquilo que acendemos dentro de nós.
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