Eu não a via como uma impostora; ela era apenas como eu e muitos outros que nascem em corpos que não reconhecem como seus. Ele queria que eu conhecesse o menino e, assim, entendesse o homem que ele se tornara. O menino que assistiu ao irmão morrer diante dos próprios olhos. E não reagiu. Não conseguiu. Não soube como impedir. Esse instante, imóvel e definitivo, foi o que ficou.
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