A obra propõe uma ruptura radical ao tratar o corpo humano como um holobionte, um ecossistema multiespécie que desmantela a ilusão do indivíduo isolado. Abandonando as metáforas bélicas da imunologia clássica, o autor utiliza uma lente decolonial para revelar como o racismo ambiental e a exclusão social se materializam organicamente sob a forma de inflamação crônica. Ao resgatar saberes ancestrais silenciados, o livro transforma a ciência celular em um manifesto biopolítico. A cura, portanto, não reside na esterilidade, mas na simpoiese e na justiça territorial, exigindo uma saúde pública baseada na restauração das conexões humanas e planetárias.
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