Em Ininterrupto, José Huguenin funde ciência e poesia num diálogo inusitado entre razão e emoção. A obra percorre as fronteiras entre o concreto e o simbólico, o cálculo e o canto, o átomo e a palavra. Em poemas que assumem formas visuais e jogos gráficos — herdeiros da tradição concretista de Augusto de Campos — o autor transforma leis físicas, fenômenos naturais e experiências humanas em metáforas luminosas. Dividido em três partes — Continuidade, Contiguidade e Prosseguimento — o livro avança da poesia-cálculo para o verso-sentimento, do cosmos à condição humana, até alcançar a ternura dos poemas azuis, dedicados à vivência do autor como pai. Uma obra que revela a poesia como movimento contínuo: ciência da alma e arte do existir.
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