Este livro nasceu para responder perguntas que contam uma história: como se forma uma professora-contadora de histórias? Como se constrói a narradora, no entrelaçamento entre memória, corpo, linguagem e cultura? Que marcas ficam inscritas no corpo que narra, e como se reorganizam no ato performático? Em diálogo com os estudos da performance, a crítica biográfica e as teorias da arte, o trabalho assume que narrar ultrapassa a comunicação: é uma prática estética e relacional, na qual a palavra ganha corpo. A narradora não é apenas quem conta uma história, mas quem se constrói ao contá-la. Ao articular autoetnografia, performance e ensaio, a obra reconhece a criação artística como produção de conhecimento, reafirmando a narração como gesto de resistência em tempos de esquecimento.
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