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Os últimos verdadeiros homens
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Este livro reúne pequenos textos que, como se fossem as várias faces de um poliedro arquimediano, arranjam-se em uma tridimensionalidade inesperada e repleta de possibilidades. Na primeira parte do livro, intitulada Sander, o respeitoso, somos apresentados a essa primeira personagem, de vida inodora, insípida e sem cor, mas que serve de gancho para o desfile de um pluralíssimo rol de figuras humanas, habitantes de um reino distante ou moradoras da rua logo ali, ao dobrar a esquina. O título da segunda parte da obra, Animais fabulosos, remete à inescapável matriz dos bestiários medievais, catálogos feitos por monges e que reuniam informações sobre animais reais e fantásticos. A exemplo desses antigos manuscritos, José Eduardo Degrazia aqui não se limita a descrever a aparência, os hábitos e as relações dos animais com o meio; trata-se, antes disso, de um texto alegórico, encharcado de humor e poesia, que não se apoia em conhecimento científico ou dados empíricos a respeito das criaturas descritas. Os textos que compõem a terceira parte – a que dá título ao livro – trazem o que há de mais inquietante nas distopias: a dissolução da essência humana perante o caos universal. Bebendo na fonte das melhores ficções científicas, José Eduardo Degrazia joga seu leitor em um futuro em que as pessoas e os robôs se fundem para formar seres híbridos e no qual os últimos verdadeiros homens, aqueles sem componentes cibernéticos, vivem marginalizados, em condições degradantes, sendo explorados no que restou de uma Terra devastada.  Alguém já afirmou: toda criatura viva acredita que é humana. A presente obra de José Eduardo e Degrazia é um eloquente testemunho desse aforismo. Por ela, o autor nos convida a reencontrar a nossa própria humanidade e, tendo-a encontrado, estender seu manto para além dos limites do que somos. [Rafael Bán Jacobsen]
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