Em uma escrita que mescla ensaio poético, autobiografia e teoria, Andreone Medrado denuncia as dinâmicas de poder, opressão e resistência dos afetos no cenário dominado pelo colonialismo, cisgeneridade e racismo. A autora demonstra como as normas sociais e institucionais moldam corpos, afetos e subjetividades, promovendo exclusões e hierarquias. De forma incisiva, mas didática, questiona as estruturas opressoras e propõe a desobediência como ferramenta de transformação e libertação. A obra nos convida a recusar as normas impostas, celebrar as diferenças e, assim, construir novos cenários afetivos e políticos, onde a pluralidade e a vulnerabilidade são vistas como potências. Enriquecida por ilustrações autorais que transbordam para a capa e o projeto gráfico, a obra é um convite visual e textual à desobediência que transforma e constrói novos mundos. Como a própria autora proclama: Que a desobediência seja nossa ferramenta afetiva de insurgência.
Veja mais