Nas sombras da prisão, onde a liberdade é somente um sonho impossível, a literatura e a filosofia surgem como refúgio, alento e devaneios para mundos, até então, inimagináveis: transitar entre os clássicos, conhecer personagens e com eles sorrir, chorar e, por um tempo, somente naquele momento de leitura, viver o mais digno dos direitos: a liberdade de ser o que desejar ser, como qualquer personagem literário. A democratização da filosofia e da literatura é um horizonte a se alcançar. Aqui, neste livro, surgido das entranhas da Cadeia Pública de União da Vitória, tal anseio fez-se realidade. Manifestou-se o direito à filosofia para suportar os dissabores de um encarceramento desumano. Eis o resultado: filosofia da cadeia.
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