Em 2034, o Brasil vive sob a ascensão de um regime marcado pela fusão entre política, religião e moral, enquanto milhares de clubes de tiro se espalham pelo país e um pastor lidera as intenções de voto à Presidência. Nesse cenário de controle e censura velada, Lélia tem 29 anos e registra em seu diário cem dias de experiências íntimas — profissionais, familiares e eróticas. LéliaEntre encontros, desejos e reflexões sobre a morte, sua escrita revela uma consciência fragmentada, tensionada pelo autoritarismo crescente. Em prosa poética, a narrativa mergulha na psique da protagonista, expondo suas múltiplas faces diante de um mundo distópico com traços de fanatismo e opressão.A obra dialoga com futuros possíveis e ameaças já presentes, como a crise climática, ao mesmo tempo em que afirma a escrita como resistência e elo vital em meio ao colapso — uma homenagem à memória e à voz de mulheres que escreveram sob pressão ao longo da história.
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