Roberto Massoni constrói, em A palavra na ribalta, um teatro que é ao mesmo tempo um espelho quebrado do nosso tempo e um abraço fraterno às suas fraturas. Seus textos respiram a tradição do absurdo, mas com um sopro tipicamente brasileiro: não se limitam a diagnosticar o vazio. Oferecem, no próprio ato de encená-lo, um gesto de compaixão radical. É um teatro que dialoga com a desintegração linguística de Ionesco, a violência surreal de Buñuel e a melancolia noir de Truffaut, para chegar a uma conclusão própria: diante do colapso, só nos resta a ternura como ato de resistência. (Suzi Frankl Sperber)
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