É possível viajar milhares de quilômetros apenas com poesia? Ao vencer o Prêmio Unifor, com o livro Cem pequenas poesias do dia a dia, André Kondo recebeu, como parte do prêmio, uma passagem para visitar a maior biblioteca do mundo, em Washington. Por outro poema, ganhou o equivalente a US$ 500,00 em um concurso literário da Universidade Federal de São João del-Rei. Com esse dinheiro comprou um passe da Greyhound e viajou pelos Estados Unidos de costa a costa, de Nova Iorque a São Francisco, em uma longa peregrinação literária, que o levou a resgatar folhas caídas na varanda da casa em que Hemingway nasceu, no bosque em que descansam as cinzas de Jack London, pelas trilhas de Thoreau, Kerouac, Twain, Poe, Melville, Salinger e de tantos outros autores que moldaram a América e o mundo. Ao retornar, o poeta ainda recebeu a Bolsa ProAC de Criação Literária do Governo de São Paulo, para contar essa inspiradora experiência neste relato poético, cujas folhas provam que uma peregrinação de milhares de quilômetros pode (não apenas literariamente, mas também literalmente) ser realizada com poesia. A peregrinação das folhas caídas recebeu as seguintes distinções: Prêmio Vicente de Carvalho - UBE-RJ, foi Finalista do Prêmio Guarulhos de Literatura, teve sua poesia adaptada e vencedora do Prêmio FEMUP e foi selecionada para a Bolsa ProAC de Criação Literária do Governo de São Paulo. O autor recebeu o Prêmio Jabuti e vários outros prêmios por suas obras.
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