A vida nos propõe um lado afetivo e outro profissional, sendo certo que um se resolve ajudando a resolver o outro. Só que as decisões fundamentais em ambas as frentes começam a ser tomadas quando não temos nem a maturidade, nem a experiência necessária. - Ou seja, são tomadas em situação e regime de incerteza, pois poucos aguardam a madureza para escolher a profissão ou alinhar-se afetivamente de maneira definitiva. Disso decorre que algumas pessoas são bem sucedidas, outras nem tanto, o que introduz a necessidade de considerar uma variável adicional: a sorte. Pedro Nava considerava o futuro como simples hipótese, uma mera expectativa da nossa experiência. Pode ser, mas, na inexorável progressão, esse futuro-hipótese sempre chega, às vezes depressa, às vezes devagarinho, encompridando cada vez mais as nossas memórias. E enriquecendo-as. Hei de receber o que me tocar com tranquilidade, na esperança de que na hora dos grandes desafios não me faltem paixão, para decidir com determinação, e serenidade, para reconhecer e corrigir os meus erros. - Paixão e serenidade, mais que isso não seria justo pedir.
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