Fiquei maravilhado com o seu poema Os incêndios. E honrado com a inclusão de dois versos meus como epígrafe dessa obra excelente. [Carlos Drummond de Andrade]Depois de algum tempo afastado da poesia (…), experimento uma feliz reconciliação com ela, através de seu livro. Conciso, limpo de redundâncias, pareceume exemplo para o que se pode fazer hoje no Brasil em matéria de renovação da linguagem poética. [Affonso Ávila]Em resumidas contas, a poesia descarnada que aqui encontramos põe em prática uma espécie de saber negativo do poético, enquanto ação paradoxal da palavra, cujo dizer se alteia quanto mais arruína os significados 4x4rentes e quanto maior é o seu poder de silêncio. (…) Praticando esse saber negativo, de que o aproximou seu fraterno parceiro e contendor Max Martins, Age de Carvalho sela a sua afinidade eletiva com os poetas que homenageia, interlocutores de constante dialogação, como João Cabral de Melo Neto, Trakl, Ungaretti, Fernando Pessoa e Marianne Moore, mas sobretudo com Paul Celan, de quem retoma a ‘litografia’, a ‘écriture d’ombres’, para empregarmos as expressões de George Steiner (…) [Benedito Nunes]
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