O nada sempre nos diz algo, pois, seres vivos que somos, possuímos a necessidade de o preencher. Assim, ao aventurar o imaginário pela Poética de um grande nada, vemos muito sobre a vida, que em si já é tão imensa.Neste livro de Iviny, há sensibilidade em versos operando os caminhos da visão, dos sentimentos, da condição humana, dos percursos de pó nascente e cinzento que varremos ao longo da nossa trajetória, enquanto preenchedores de vazios.Apesar de carregar palavras pretas e brancas, este também é um livro multicolorido, pois a autora divide a obra em duas partes: sendo a segunda mais visual, com imagens que pintam versos e cartas (ou vice-versa).Enfim, esta obra é um convite que nos mostra um fato: a poesia vai além das palavras, por caminhar de encontro ao que sentimos quando nos emocionamos esteticamente. Desse modo, a autora nos entrega as tintas para que possamos, por meio da leitura, também nos experimentar.Assim, sugiro aos leitores: abram os olhos para o nada desta poética, colorindo tudo.(Jennifer Trajano)
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