Nesta obra, Humberto incursiona por literatura acerca do lúdico na prática docente e, ao fazê-lo, percebe o quanto é complexa essa jornada, sobretudo pelo mosaico conceitual que perfaz lúdico, ludicidade, jogo, brinquedo e brincadeira. Apesar disso, o autor não se furta de revelar fragilidades e potencialidades desses estudos, sugerindo cautela na apreensão de certas literaturas, sobretudo aquelas que relacionam lúdico apenas aos momentos de diversão, ao entretenimento e ao lazer. Ao apresentar o mosaico conceitual que perfaz a ludicidade e o lúdico, entre outros conceitos trabalhados, Humberto evidencia como a sociedade de consumo reduz o sentido da ludicidade na prática pedagógica a algo sem importância (exceto quando o lúdico importa em modelos rentáveis/mercadológicos), ou seja, a algo incapaz de valorizar o ser humano em suas experiências coletivas. Que essa obra se traduza na possibilidade de dizer a outras pessoas que o estudo, o conhecimento, a ciência, o cuidado com o outro, a busca por emancipação e o lúdico na ação docente são armas potentes à formação humana e à retirada da invisibilidade social a que muitas delas estão acometidas.
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