Em 1933, enquanto Berlim era reconfigurada como o epicentro de uma máquina estatal que transformou a existência humana em um recurso descartável, a história forjava um contraste atroz. Hitler não apenas perseguiu corpos e territórios; ele institucionalizou uma lógica onde o valor da vida era medido pela utilidade produtiva, tornando a vulnerabilidade um crime contra o Estado. Diante desse cenário de crueldade sem testemunhas, surge uma reflexão perturbadora sobre a única forma de inocência preservada naquela época. O Silêncio dos Não Nascidos investiga a ironia de que a proteção definitiva contra o horror totalitário foi, ironicame...
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