Em Pássaro na paisagem, a autora busca alcançar o infinito dos sonhos, da liberdade e da vida por meio das asas — que pegou emprestadas — de um pássaro. Sentimentos e vivências que atravessam o humano são tocados através dos versos, ao trazer a metáfora da queda que o eu-passarinho leva e, necessariamente, do voo que o faz levantar. A lírica que flutua pelo cantar de um pássaro refina o próprio olhar o que o leva a ver sua queda como bússola, assim como o seu choro, ao mesmo tempo em que o seu segredo para chegar ao destino é ir sem medo. Nisso o eu-passarinho, ao desamarrar as asas, encontrará noutras ruas, noutros risos, noutros espaços, uma nova paisagem da vida que não fica apenas na moldura, mas atravessa as barreiras e o faz vislumbrar novos horizontes dentro de si. A poesia aqui é voo!
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