O que significa, afinal, ser capixaba? Em um estado marcado por atrasos, apagamentos e retomadas, essa pergunta revela uma rede complexa de vozes, símbolos, autopercepções e autorrepresentações. Este livro conduz o leitor por essa trama identitária a partir de discursos reais — depoimentos televisivos e narrativas digitais — que mostram como os capixabas se veem e se reconhecem enquanto coletivo. Ancorado na Gramática SistêmicoFuncional de Halliday, o estudo desvenda como escolhas linguísticas constroem sentidos, evidenciam experiências de mundo e revelam modos de autoconstrução. Em diálogo com a Teoria dos Atores Sociais de Theo van Leeuwen, a obra examina quem aparece, quem é silenciado e como certos grupos são representados ou apagados nos discursos que moldam o imaginário capixaba. Ao aproximar linguagem, identidade e discurso, o livro mostra que a identidade capixaba não é fixa, mas um processo em movimento — múltiplo, fluido e, muitas vezes, contraditório. Ainda assim, esse movimento pode formar um conjunto compartilhado, um mosaico identitário que articula experiências individuais e um sentimento coletivo de pertencimento. É uma leitura que busca compreender como a linguagem nos constitui e como, por meio dela, constituímos nossas identidades.
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