Ao narrar de maneira detalhada o percurso da investigação, os vários obstáculos enfrentados, as dificuldades de acesso a dados oficiais e a dor de ler mais de 500 denúncias que descrevem a morte de mulheres como mais um crime numa sociedade desigual, a autora demonstra seu inconformismo diante da naturalização do feminicídio pelo sistema de justiça criminal e assume o compromisso de tensionar o discurso jurídico hegemônico que exclui de sua proteção as mulheres mais vulnerabilizadas em nossa sociedade, isto é, as mulheres não brancas, pobres, não cisgêneras e não heterossexuais.? Da apresentação de Clara Maria Roman Borges.??
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