Faço poemas como quem ama - Como quem arma a tenda do dia - E não vejo a vida com os olhos - Porque facilmente cegam - A cada verso parido - Mais uma dor ressentida - No útero do mundo. - Uma palavra que salga - Outra que adoça - Outra que endossa - O poço sem fundo. - Há anos aspiro a perfeição na imperfeição dissabores, mas um poema de sabor faz degustar bons amores. Faço os poemas voarem O mais distante que puderem Com a leve sensação de pena.
Veja mais